José Valizi

 

Fazendinha do Valizi - Memórias de José Valizi

 

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Baile na quaresma

por José Valizi (publicado em 05/04/2017; atualizado em 12/04/2017)

 

Baile na quaresma

Ilustração: Ana Luísa Barbosa Machado (8 anos)

 

Certa vez, um fazendeiro vizinho resolveu fazer um baile. Mas o pessoal mais antigo alertou que não era época apropriada para festa, porque estavam na quaresma. Mesmo assim, o fazendeiro resolveu fazer.

Assim, a vizinhança toda foi para o baile com aquela cisma na cabeça, de que quaresma é época perigosa, costuma aparecer lobisomem, mula sem cabeça e outras coisas assustadoras...

Como era o costume na época, o baile acontecia embaixo de uma grande tolda (espécie de tenda) erguida no terreiro da fazenda, e os panos que eram utilizados na colheita de café eram emendados uns aos outros, com barbante, para serem utilizados na cobertura da tolda. E o fazendeiro aproveitou para montar a tolda bem ao lado de um barranco, como se fosse a continuidade dele.

Lá pela meia-noite, quando a festa estava bem animada, o sanfoneiro tocando e os casais dançando, surgiu lá pra cima do barranco um montão de cachorros, que vinha seguindo uma cadela que estava no cio. De repente esses cachorros começaram a brigar entre si, e rolaram morro abaixo, em direção à tolda. O cachorro que veio rolando na frente era dos grandes, e tinha o pelo pretinho. Quando chegou em cima da tolda, o pano rasgou-se e o animal caiu sobre o sanfoneiro.

Como o pessoal já estava cismado com aquele baile em plena quaresma, a primeira pessoa que viu o bicho, gritou: “É lobisomem!”. No mesmo instante, mais dois cachorrões vazaram através da tolda, embolados e brigando, caindo sobre o primeiro cachorro. Foi quando alguém, mais assustado ainda, disse: “E não é só um lobisomem, não. São muitos!”.

E o povão correu desesperado, para todos os lados. E o sanfoneiro, coitado, até a sanfona deixou para trás...

 

Veja abaixo o vídeo relacionado a esta estória

 

   
   

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