José Valizi

 

Fazendinha do Valizi - Memórias de José Valizi

 

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O cachorro e o buscapé

por José Valizi (publicado em 16/12/2016)

 

Quando eu morava na fazenda, a dupla formada por mim e o meu irmão Osvaldo (o Valizinho) se uniu ao amigo acordeonista Oswaldinho, formando um trio, que era muito requisitado para tocar nos bailes das fazendas vizinhas.

 

Certa vez, um sitiante da região contratou o nosso trio para se apresentar num baile, lá no sítio dele. Na verdade era uma festa junina. Só que naquele sítio havia um cachorro muito grande, do tamanho de um bezerro, muito bravo e perigoso. E nessas festas o dono do sítio costumava prender o cachorro para que ele não atacasse e nem machucasse ninguém.

O cachorro e o buscapé

Crédito: www.freeimages.com

 

A gente sabia da existência daquele cachorrão e ficamos preocupados. E se a gente chegasse lá muito cedo e o cachorro ainda estivesse solto? Foi aí que eu tive uma ideia. Peguei uns buscapés, cortei o rabo (a vareta) deles, guardei no bolso do paletó e falei para os meus companheiros: “Se a gente chegar lá e topar com o cachorro, a gente solta uns buscapés e espanta o bicho”. E assim partimos rumo à festa.


Chegando lá, dito e feito: o cachorrão estava vigiando a porteira do sítio; logo que nos avistou, partiu para cima de nós. Rapidamente, enfiei a mão no bolso do paletó, peguei um buscapé, dos grandes, acendi a binga, botei fogo no pavio e joguei em direção ao cachorro. Mas em vez de se espantar e sair correndo, o bobo do cachorro abocanhou e engoliu o buscapé.


Sabe o que aconteceu? O buscapé começou a passear dentro da barriga do cachorro, de um lado para o outro. E depois de dar um monte de voltas lá dentro, ao invés do buscapé sair pela boca, saiu pelo outro lado do cachorro, que nem um tiro. E não parou por aí; o buscapé ainda estava com tanto fôlego que atingiu um paiol de milho, começando um incêndio.


Logo algumas pessoas começaram a chegar para a festa, e ao avistarem aquelas enormes labaredas, e sem saberem o que estava acontecendo, um deles falou com entusiasmo: “Olha só, gente! A julgar pelo tamanho daquela fogueira de São João, a festa hoje vai ser das boas!”.

   
   

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