José Valizi

 

Fazendinha do Valizi - Memórias de José Valizi

 

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Causo: A árvore de cerveja

por José Valizi (publicado em 10/06/2015)

 

Reprodução parcial do quadro “Fazendinha do Valizi - 35 anos”, desenhado pela artista plástico Lúcio Adalberto Lima Machado (in memoriam)

Reprodução parcial do quadro “Fazendinha do Valizi - 35 anos”,

desenhado pelo artista plástico Lúcio Adalberto Lima Machado (in memoriam)

 

Certa vez, eu estava caminhando pelo quintal da fazendinha quando vi no chão o reflexo de algo pequenino. Abaixei-me e apanhei algo parecido com uma sementinha, brilhosa. Como eu nunca tinha visto semente igual, levei-a para casa e perguntei ao pessoal se alguém sabia de que era aquela semente. Ninguém soube me dizer. Então, fui perguntar ao tio João (um preto velho que morava na fazendinha, muito querido por todos e de grande sabedoria). Tio João olhou para aquilo e ficou admirado, pois apesar dos seus 130 anos de vida, nunca tinha visto aquele tipo de semente.

 

Como ninguém sabia o que era, resolvi plantar para ver no que iria dar. Algum tempo depois, a sementinha germinou, brotou, e a plantinha começou a crescer. Mesmo quando já estava grandinha, ninguém fazia a menor ideia do que poderia ser. E aquela planta foi crescendo até transformar-se numa árvore. Veio a primeira florada, e quando as flores começaram a murchar e cair, percebi que, em vez de frutos, estavam nascendo pequeninas garrafas de vidro. Algo impressionante!

 

As garrafinhas foram crescendo até atingirem o tamanho de uma garrafa grande. Quando a primeira garrafa caiu da árvore, logo imaginei que já estavam maduras. Então, apanhei uma garrafa do pé, que curiosamente já vinha com tampinha; só não tinha rótulo. Abri e experimentei um golinho e logo pensei: “Não é possível que isto é o que está parecendo!”. Levei para casa e pedi que todos experimentassem também. E a conclusão foi unânime: “Cerveja!”. Isso mesmo, uma árvore de cerveja...

 

E a notícia espalhou-se pela redondeza, e começou a aparecer gente de todos os lugares para ver a árvore de cerveja da Fazendinha do Valizi. Depois de algum tempo, a fama da árvore correu o mundo, e até gente do estrangeiro veio visitar a fazendinha para conhecer a árvore.

 

E eu comecei, sempre que a árvore dava uma nova carga de cerveja, a distribuir para os amigos. Só que para poder agradá-los ainda mais, tive uma ideia. Pedi para os meus amigos vaqueiros Manduco e Zezão cavarem uma vala funda no chão, ao redor do tronco da árvore de cerveja. Mandei vir da cidade um caminhão carregadinho de barras de gelo, despejei todo o gelo nas valas e cobri novamente com terra. A partir de então, quando a gente apanhava uma garrafa para beber, já estava geladinha...

 

De todas as criações da minha imaginária Fazendinha do Valizi, provavelmente a que fez mais sucesso entre os ouvintes do meu programa no rádio foi a árvore de cerveja. Tanto que, mesmo decorridos muitos anos desde que parei com o programa, até hoje quando os fãs, principalmente o público masculino, me encontram pela cidade, normalmente eles me cumprimentam mais ou menos assim: “E a árvore de cerveja, Valizi?”, “E a cerveja da fazendinha?”, “A árvore de cerveja está carregada?”, “As cervejas da fazendinha já estão maduras?” etc.

   
   

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