José Valizi

 

Fazendinha do Valizi - Memórias de José Valizi

 

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Lugares onde morei

por José Valizi (publicado em 04/02/2015; atualizado em 21/02/2015)

 

Nasci numa fazenda chamada Bocaina, onde meus pais moravam e trabalhavam na formação da lavoura de café. Algumas pessoas diziam que a fazenda pertencia ao município de Guará-SP (vizinho a Ituverava-SP). Outras diziam que, embora a fazenda pertencesse a Guará, a parte dela onde nasci pertencia ao município de Ribeirão Corrente-SP (vizinho a Guará). Como a distância entre a fazenda e a cidade de Ribeirão Corrente era menor que a distância entre ela e a cidade de Guará, tudo o que meu pai precisava comprar no comércio ou resolver, era feito em Ribeirão Corrente. Inclusive, foi no cartório de lá que eu fui registrado e, oficialmente, sou natural de Ribeirão Corrente. Portanto, ainda tenho a seguinte dúvida: sou ribeirão-correntense porque a parte da fazenda onde nasci era mesmo pertencente àquela cidade, ou de fato sou guaraense, mas ao ser registrado em Ribeirão Corrente o cartório acabou constando como eu sendo natural daquele município? Até hoje não sei ao certo...

 

Na fazenda Bocaina, eu gostava de pescar de peneira com os meus irmãos, num córrego que passava nos fundos da nossa casa de pau a pique. Lá morei até os meus 7 anos de idade, quando então nos mudamos para a fazenda Palmeiras, no município de Ribeirão Corrente-SP. Na fazenda Palmeiras havia um mangueirão em frente à colônia, onde eu e toda a meninada gostávamos muito de brincar. Moramos lá durante um ano, e depois nos mudamos para a fazenda Santa Maria (não tenho certeza, mas parece que uma parte da fazenda pertencia a Ribeirão Corrente, e a outra parte a Ituverava), de propriedade do senhor João Franco, onde passei a melhor fase da minha infância, dos 8 aos 15 anos.

 

Na fazenda Santa Maria, que ficava numa furna, entre um morro e outro, existia um ribeirão (rio do Carmo) que passava dentro da fazenda, onde a gente se divertia pescando. Existia muita mata virgem ao redor e também vegetação de cerrado, onde íamos frequentemente tirar mel e apanhar frutas do mato, tais como araticum (marolo), marmelo, jatobá, murici e outras. Nessa fazenda, nossa família era arrendatária, e tocávamos a lavoura de café e outras culturas. Devido à mata, havia muito lobo, tamanduá, bugio, cobra e outros bichos mais. O proprietário da fazenda tinha construído uma sede nova para ele morar. Por isso, nossa família ficou morando na sede antiga, muito grande e com um belo e imenso pomar. Dos lugares onde morei, foi o que mais gostei.

 

Depois da fazenda Santa Maria, mudamo-nos para a fazenda Santa Claudina (no município de Ituverava-SP), de propriedade de João Joaquim de Paula (popularmente conhecido por João da Cota), onde moramos por 12 anos. Nessa fazenda, nossa família tocava a lavoura de café, na condição de meeira. Foi nesse lugar que eu e o Valizinho, meu irmão, começamos a cantar juntos e fizemos muitas amizades. Uma estrada de terra cortava a fazenda, ligando Ituverava a Franca-SP (passando também por Jeriquara-SP e Cristais Paulista-SP), e havia a empresa de ônibus (que a gente chamava de jardineira) dos irmãos Spirlandelli, com viagens diárias. Assim, podíamos ir a Ituverava com mais frequência. Depois da fazenda Santa Claudina, fomos morar na cidade de Ituverava, já no ano de 1958, onde resido desde então.

Quadro desenhado pelo artista plástico Lúcio Adalberto Lima Machado, retratando o programa Fazendinha do Valizi

Fotografia tirada na fazenda Santa Claudina, na década de 1950, na qual aparecem: (1) Luiz, do Zué; (2) Jonas Valize; (3) Pedrinho, do Dado; (4) Júlio Valisi; (5) Cirilo de Paula; (6) José Valizi; (7) Aristides Valisi; (8) o cachorro Marimbo; (9) Zé, do Zué; (10) Tonho, do Zué; e (11) Alberto Valize.

   
   

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