José Valizi

 

Fazendinha do Valizi - Memórias de José Valizi

 

Enviar mensagem de e-mail   Facebook

 

 


 


 

CAPÍTULO

   

Faça uma pequena doação e

ajude-nos a produzir novos

conteúdos para este site.

======================

Publicidade

A antena transmissora da rádio  

por José Valizi (publicado em 08/08/2014; atualizado em 16/02/2015)

 

Um dia desses, veio à minha mente a lembrança da antena transmissora (que envia o sinal, a onda eletromagnética, até os aparelhos de rádio dos ouvintes) da Rádio Cultura de Ituverava. A antena não ficava junto ao prédio onde funciona os estúdios e a administração da rádio, e sim em outro local da cidade; mais precisamente, num terreno de esquina onde, atualmente, encontram-se instalado o AME (Ambulatório Médico de Especialidades). A antena era do tipo horizontal, ou seja: um fio esticado na horizontal, com suas pontas fixadas em hastes. E naquele terreno existia também uma casa que servia de moradia ao zelador, que era o encarregado de ligar e desligar a antena transmissora todos os dias, pela manhã quando a rádio começava sua programação, e à noite quando a encerrava.

 

Certa vez, um vendaval muito forte derrubou as instalações da antena transmissora. Então, a antena foi reinstalada em outro lugar; num terreno muito comprido, ao lado do cemitério municipal. Porém, no novo terreno não havia moradia para o zelador, ficando nele somente o equipamento de transmissão (antena e transmissor). Consequentemente, todos os dias alguém tinha que ir lá para ligar a energia do aparelho transmissor pela manhã, e desligar à noite. Inclusive, eu mesmo, por diversas vezes, fui lá de manhãzinha ligar o transmissor para a rádio entrar no ar e eu poder fazer o programa Fazendinha do Valizi. Por incrível que pareça, certa vez uns marimbondos resolveram construir sua casinha bem ao lado da chave de energia que ligava o transmissor. A gente chegava perto, eles se alvoroçavam, e a gente ficava com medo de levar umas ferroadas. Mas com o tempo, a gente acabou se acostumando com eles, e acho até que eles acabaram gostando da gente também.

 

Com o passar dos anos, a antena transmissora mudou-se para um outro local; e o terreno que ela deixou, uma parte foi incorporada ao cemitério, e a outra parte é onde atualmente encontra-se instalado o velório municipal. O outro local para onde a antena transmissora foi transferida (e onde encontra-se até os dias atuais) fica perto da Cachoeira Salto Belo, ao lado do Rio do Carmo. Naquele novo local, a antena passou a ser vertical (tipo torre) e ganhou, na ocasião, um novo transmissor, mais potente, aumentando assim o alcance da emissora.

 

Porém, ficou mais penoso para colocar a rádio no ar todos os dias. Lembro-me de quantas vezes a pessoa que ia ligar o transmissor, de manhãzinha, tinha que fazê-lo sob o intenso frio de inverno (que era muito mais rigoroso naquela época do que atualmente), e às vezes também sob chuva forte ou até mesmo temporal. Ou seja, não importavam as condições desfavoráveis e adversas do tempo e da distância; o transmissor tinha que ser ligado na hora certa, para a rádio entrar no ar e iniciar a transmissão da sua programação. Além disso, toda vez que acabava a energia elétrica na cidade, o transmissor desligava-se e, quando a energia voltava, não voltava a funcionar automaticamente; assim, alguém tinha que ir lá perto da cachoeira para religar o transmissor. Havia dias em que a energia elétrica faltava várias vezes. E cada vez que a energia voltava, tinha que ir alguém lá religar o transmissor. E geralmente o deslocamento até aquele local era feito de bicicleta. Para você que sabe onde fica o local, imagine ter que descer pela rua Cel. Irlandino Barbosa Sandoval (rua do antigo matadouro municipal). Descer, até que era fácil; o difícil era a volta, pois além da subida muito íngreme, a rua ainda era de terra, e quando chovia virava um verdadeiro lamaçal...

   
   

APOIO CULTURAL

Faça uma pequena doação e

ajude-nos a produzir novos

conteúdos para este site.


REPUBLICAÇÃO RESTRITA

Não está autorizada a republicação dos artigos deste site em nenhum outro site na internet. Caso você queira compartilhar através da internet algum artigo aqui publicado, sugerimos que você poste uma chamada com um link, de tal modo que a leitura do artigo seja feita no site Fazendinha do Valizi. Para republicação em mídias impressas, mediante autorização prévia, deverá constar como fonte do artigo o endereço deste site (www.valizi.com.br).


Desenvolvido por Portal Onde Ir